Tecnologia em saúde: as tendências do Mobile Health

O Brasil possui atualmente 208 milhões de smartphones ativos, ou seja, um celular por habitante no país. O dado foi obtido em uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e demonstra como a nossa sociedade está se integrando cada vez mais ao mundo digital, o que dá oportunidades para a tecnologia em saúde.

No seu dia a dia, por exemplo, quantas pessoas você conhece que não têm ou não desejam ter um smartphone? Quando falamos sobre tecnologia em saúde fica ainda mais difícil pensar em um médico, residente ou enfermeiro que não tenha o seu celular sempre à tiracolo e use para consultas, tirar dúvidas, dentre muitas outras funções.

Mobile Health, ou mHealth como também é chamada, encaixa-se perfeitamente nesse contexto. Afinal, como utilizar a tecnologia em saúde para aproximar pacientes e médicos e, além disso, facilitar a vida de ambas as partes?

Continue lendo e entenda o que é e como o Mobile Health pode trazer ganhos para a sua clínica!

1) O que é Mobile Health na tecnologia em saúde

De maneira bem resumida, Mobile Health é um termo utilizado para traduzir a prática da medicina e o apoio à saúde pública com suporte de dispositivos móveis, como smartphones e tablets. Sua aplicação prática auxilia e soluciona diversos problemas do cotidiano dos profissionais.

O termo também enquadra os dispositivos “vestíveis” (wearables), como os relógios inteligentes, perfeitos para coleta de dados sobre o cotidiano de um paciente, por exemplo. Integrar as necessidades com a tecnologia em saúde é o desafio do mHealth.

Imagine, por exemplo, ter que decorar ou procurar em um livro de 300 páginas exatamente o código CID-10 que você precisa para autorizar um determinado procedimento. Com o suporte dos dispositivos é possível encontrá-lo em alguns segundos, sem nenhuma dificuldade.

2) As aplicações do ponto de vista médico

Apesar de convergirem sempre na relação médico x paciente é possível determinar utilizações distintas do Mobile Health para os profissionais da saúde e para o público em geral. Cada parte é beneficiada de uma maneira e ambas saem ganhando no final.

Para os médicos é possível elencar alguns benefícios diretos do suporte oferecido pela utilização dos smartphones:

Facilidade para consultar listas e questões burocráticas

Nós falamos sobre isso acima e é tão importante que vale ser citado uma vez mais. Os códigos CID, burocracias específicas de cada clínica ou hospital, dentre muitos outros documentos, podem ser acessados com grande facilidade através de um celular conectado à internet.

Apoio em diagnósticos complexos

Existem aplicativos médicos, como o Figure 1, que conectam médicos dos quatro cantos do planeta na discussão e análise de casos clínicos. Esse é apenas um dos milhares de exemplos de apps extremamente úteis no dia a dia de uma clínica, consultório ou até mesmo de um hospital.

Controle sua clínica de qualquer lugar

A tecnologia de armazenamento em nuvem permite que você tenha acesso a todos os documentos de sua clínica de qualquer lugar e a qualquer momento. Com ela é possível fazer alterações na agenda, conferir notas e dados financeiros direto do celular. Uma verdadeira mão na roda!

Ainda existem outras aplicações muito interessantes da tecnologia em saúde no cotidiano dos profissionais. Entre em contato com um analista para entender melhor!

2) As aplicações para pacientes 

Da mesma maneira que o mHealth traz benefícios diretos para os profissionais, os pacientes também ganham em diversos aspectos distintos. E essa capacidade de controle e acompanhamento que oferece tantas vantagens para o público geral também facilita em muito a vida dos médicos, não é mesmo?

Confira alguns dos benefícios diretos para pacientes:

Agilidade para marcar e desmarcar consultas

A integração da tecnologia em saúde com sites e apps permite que a sua clínica ofereça marcação e desmarcação de consultas de maneira ágil e prática. Dessa maneira o paciente consegue ver a agenda do médico e alinhar com sua disponibilidade, sem ocupar o tempo da secretária ou atendente.

Maior conforto na captação de dados

Quem é que gosta de ir pra casa com eletrodos pelo corpo para medir as funções cardíacas? Um relógio ou pulseira inteligente consegue acompanhar os batimentos do paciente e enviá-los direto para o banco de dados da clínica. Muito mais confortável, ágil e preciso!

Melhor atendimento médico

Por fim, o principal benefício do mHealth na vida dos pacientes: um melhor atendimento médico. Toda a agilidade, conforto e precisão oferecidos pelo suporte de apps e sites para os profissionais da saúde agiliza e torna os processos mais precisos. Por fim, o suporte recebido pelo paciente é muito melhor!

3) mHealth e Big Data

Um dos principais conceitos debatidos em diversos segmentos da economia é o Big Data. Essa ciência analisa um volume inacreditável de dados (milhares de terabytes, por exemplo) para, por exemplo, determinar padrões de comportamento em um determinado público consumidor.

No caso da área da saúde essa análise pode ajudar os profissionais a entender melhor um diagnóstico complicado (com dados prévios sobre o comportamento do paciente, por exemplo) ou até mesmo auxiliar a diagnosticar os sintomas com maior agilidade e precisão.

A utilização de smartphones e tecnologias “vestíveis” pelos pacientes, como os relógios inteligentes, produzem um volume grande de dados. Imagine saber exatamente o ritmo cardíaco de um paciente durante todo o último ano. Com essas informações é possível entender o contexto que o fez necessitar de suporte médico.

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admin

6 Comentários

  • Franklim
    31 de outubro

    Aplicativos ajudam para fidelizar pacientes?

    • Matheus Soares
      31 de outubro

      Sim! Quando o paciente utiliza um app que o aproxima da clínica, ele passa a ter uma relação muito mais próxima com a marca e seus profissionais. Os mobile apps são fundamentais nesse sentido!

  • Jordie
    31 de outubro

    Onde a computação cognitiva entra nisso?

    • Matheus Soares
      31 de outubro

      Existem plataformas de comunicação cognitiva que já são utilizada em hospitais hoje em dia, ajudando o médico a interpretar melhor as doenças e oferecer diagnósticos mais eficientes ao paciente. Isso não substitui o médico, mas sim otimiza seu trabalho.

  • Ariel
    31 de outubro

    Como big data pode ser usada em medicina?

    • Matheus Soares
      31 de outubro

      A big data pode ser usada para ter dados mais completos e estatísticas sobre a saúde de milhões de pessoas em poucos segundos. Com isso, as clínicas podem ter mais subsídios para pensar suas estratégias e atender melhor!

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